Lolita

Polêmico e censurado em diversos países, assim é um dos livros de maior sucesso do russo Vladimir Nabokov, Lolita.

Humbert Humbert é um professor de química atraente, controlador e de passado interessante. Dolores Haze é uma menina de doze anos, infantil mas sempre pronta a novas e nem tão inocentes descobertas, um pouco geniosa também.

Ambos são bem opostos e, não fosse por uma adolescência conturbada e a atração doentia de Humbert por suas “nymphets”, jamais se envolveriam. Mas acontece que um divórcio e a necessidade de um novo lugar para morar, faz com que o professor encontre sua garotinha durante um belo dia ensolarado na piscina, com seus óculos escuros e postura naturalmente provocante. A partir dali, nota-se um grande desejo da parte dos dois por despertar a curiosidade no outro (embora isso mude ao longo da obra) e, os dias do novo inquilino de Lo passam a ser dedicados a chamar a atenção da menina, que no início parece achar tudo muito divertido. No entanto, se a intenção de Humbert era controlar a “sua Lo”, ele acabou frustrando-se no meio do caminho, porque a realidade é que (mesmo doentiamente) quem se apaixona sinceramente é ele, enquanto Lolita vai ficando cada vez mais distante, à medida que os dois vão se envolvendo mais e mais.

capa-lolita

O “romance” da história é abusivo? Sim, mas não esperem palavrões ou descrições baixas em momento nenhum. As palavras parecem ser cuidadosamente escolhidas, são sutis e delicadas, embora a obra em si possa ser carregada de brutalidade, seja pela idade de Lo ou pela mente de Humbert. Além disso, corre o risco de que você se apaixone pelos dois, mesmo que a “impureza” da história possa nos tentar a achar o contrário. No final das contas, o livro guarda um amor intenso, doentio e não correspondido.

Enfim, esqueçam tudo o que sabem sobre essa história, porque a verdade é que Lolita é como um picolé nos dias quentes, você aproveita e se delicia com cada pedacinho e parece sempre querer mais, ainda que ao mesmo tempo não queira que aquilo acabe.

Bom fim de tarde para vocês, realmente indico esse livro, espero que gostem!

Anúncios

Precisamos falar sobre o Kevin

Oi gente!

“Precisamos falar sobre o Kevin” da Lionel Shriver foi lançado em 2003 e, em 2010 ou 11 foi adaptado para um filme, então não sei se é uma grande novidade. Mas, uma vez que eu amo esse livro e tenho uma grande queda pelo Kevin Khatchadourian, resolvi que não poderia deixar de comentar sobre ele.

timthumb1

 

Eva Khatchadourian tem um espírito independente e viajado, além de um casamento bem estruturado e uma agência de viagens de sucesso. Ou tinha, até o nascimento de seu filho, Kevin. Um menino que não demonstra interesse por nada, nada mesmo – brinquedos não são legais, música é pouco interessante e a TV não mostra nada que prenda sua atenção – e, não parece gostar de sua mãe, tampouco tem um “bom” caráter, apesar dos esforços de seus pais para que seus desejos fossem atendidos.

Com manias estranhas como colecionar vírus de computador e usar roupas de tamanho menor, Kevin tem apenas um amigo e uma professora que parece amá-lo, ao mesmo tempo que faz questão de repelir todas as pessoas ao seu redor. Então, se sua família sempre foi tão estruturada e a falta de amigos uma opção, por que Kevin Khatchadourian mataria dez pessoas num massacre em sua escola?

Através de cartas, Eva relata os anseios, o preconceito e a tristeza resultantes dos atos de seu filho, enquanto se pergunta onde errou e, se consegue amar Kevin, sem ter certeza de que um dia realmente o amou.

 

“Olhe nos meus olhos e me diga por quê.” (…) “Eu achava que sabia.” respondeu, taciturno. “Agora não tenho tanta certeza.”

 

 

Autores favoritos: Alyson Noël

Oi gente! Está quase virando um costume eu começar os posts com “quanto tempo né!”, mas isso vai melhorar, prometo. Sem mais delongas (lembrei agora dessa palavra), vamos ao post.

A Alyson é uma escritora americana de ficção. Os livros dela sempre têm romance, mas o que diferencia é que ela mistura temas misticos ao longo da história (vidas passadas, física quântica, xamanismo) e, foi isso tudo o que me fez amar o que ela escreve, além do fato de ela parecer entender os adolescentes muito bem  e pesquisar muito sobre os temas que aborda nos livros.

Algumas das obras dela ainda não foram publicadas por aqui, mas as séries “Os imortais” e “The Soul Seekers” e os livros “Verão Cruel”  e “Fingindo ter 19” não são difíceis de encontrar.

Espero que gostem!

 

Livros que (ainda) não li

Olá!! Que dia chuvoso, frio e  maravilhoso faz por aqui…

Bom, eu não sei vocês, mas todo ano eu faço uma lista dos livros que me interessaram, isso me ajuda porque assim eu não esqueço os títulos (exceto quando eu perco a lista, haha). Enfim, estava olhando meu rol ontem e separei os que achei mais legais  para vocês verem.

Ele está de volta – Timur Vermes

Berlim, 2011. Adolf Hitler acorda num terreno baldio. Sente uma grande dor de cabeça. O uniforme tresanda a querosene. Olha à sua volta e não encontra Eva Braun. Nem uma cidade em ruínas, nem bombardeiros a riscar os céus. Em vez disso, descobre ruas limpas e organizadas, povoadas de turcos, milhares de turcos. E gente com aparelhos estranhos colados ao ouvido. Começa assim o surpreendente primeiro romance de Timur Vermes, passado na Alemanha de Angela Merkel, 66 anos depois do fim da guerra. Hitler ganha nova vida. Na sociedade espetáculo, dos reality shows e do YouTube, o renascido Führer é visto como uma estrela, que uma televisão sequiosa de novidades acolhe de braços abertos. A Alemanha da crise, do Euro ameaçado, da austeridade, vê nele um palhaço inofensivo. Mas ele é real, assustadoramente real. E, passo a passo, maquiavelicamente, planeia o seu regresso ao poder – por via da televisão. Sátira ferocíssima a uma sociedade mediatizada, narrado num registo arrepiadoramente fiel ao Mein Kampf, tem tanto de romance político como de crítica de costumes. Afinal, a Alemanha de Merkel, dominadora, obcecada pelo poder e pelo sucesso, está pronta para o receber… e Ele Está de Volta.

A Lista Negra – Jennifer Brown

Essa é a história de Val e Nick. Eles são dois adolescentes que se conhecem no primeiro ano do ensino médio e se identificam de imediato. Val convive com pais ausentes, que brigam o tempo todo e só criticam suas roupas e atitudes. Nick tem uma mãe divorciada que vive em bares atrás de novos namorados. Os dois são alvo de bullying por parte de seus colegas do Colégio Garvin. Nick apanha dos atletas e Val sofre com os apelidos dados pelas meninas bonitas e populares. Ambos compartilham suas angústias num caderno com o nome de todos e tudo que odeiam, criando um oásis, um local de fuga, um momento de desabafo, pelo menos para Val. Já Nick não encara a lista e os comentários como uma simples piada. Há alguns meses, ele abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista das pessoas e das coisas que ela e Nick odiavam. A lista que ele usou para escolher seus alvos.

O retrato – Charlie Lovett

A morte precoce de Amanda Byerly foi um golpe duro, que encheu de tristeza o coração de seu marido, Peter. Mais introspectivo do que nunca, ele decide deixar os Estados Unidos e se instalar na Inglaterra, onde passa a se dedicar à recuperação e à negociação de livros raros. Em um de seus dias de pesquisa solitária, Peter se depara com o retrato de uma jovem muito parecida com sua amada esposa, guardado dentro de um livro. A semelhança impressiona, mas a aquarela foi pintada há muito, muito tempo. Trilhando um sinuoso caminho entre a era vitoriana e o final do século XX, Peter passa a investigar a origem do misterioso retrato. As pistas acabam por levá-lo a se envolver em um mistério histórico: uma obra perdida do dramaturgo William Shakespeare. “O Retrato” é uma fascinante mistura de suspense e paixão que nos convida a viajar no tempo, no rastro de histórias sobre livros.

 

Até a próxima, espero que gostem! 😉

 

 

Leituras Rápidas

Ei, quanto tempo! Há uns dias eu não postava aqui, então fui olhar nos meus livros se não encontrava inspiração e como sempre têm aqueles que a gente lê em um dia, resolvi falar sobre eles. Separei três e, com exceção de um, todos têm mais que 200 páginas, porém levei em conta as histórias que acabam sendo intrigantes e me fizeram não querer parar de ler.

 

Um pressentimento funesto – Agatha Christie

“A coitadinha era sua filha?”. Um lar para idosos,o sumiço repentino de uma doce e amável velhinha. Tuppence precisa entender o mistério, mas o que um quadro, uma casa e um barco de nome “Waterlily” podem ter a ver com o desaparecimento da senhora Lancaster? 252 páginas, editora L&PM

 

Antes que o mundo acabe – Marcelo Carneiro da Cunha

Daniel tem 16 anos, uma meio-namorada, um amigo que está sendo acusado de algo que não fez e um pai fotógrafo que ele nunca viu, mas resolve aparecer através de cartas e fotografias. Confuso? Talvez, mas no meio disso tudo Dani aprende que o mundo é bem maior que o nosso quarto e, surpresa! vai além da nossa casa. 121 páginas, editora Projeto

 

Noite sem fim – Agatha Christie

O Campo do Cigano parece ser a casa perfeita para um casal começar a vida a dois, mas os vizinhos avisam: há uma maldição no lugar. Seria isso superstição? Seria real? “Alguns nascem para o doce prazer, sim. Outros nascem para uma noite sem fim.” 220 páginas, editora L&PM

Personagens Favoritos

Oi gente! Quanto tempo. Tudo bem?

Decidi deixar de ser preguiçosa e pensei em muitos posts novos que, eu espero, vocês gostem. Para hoje, quis contar um pouco sobre meus personagens favoritos e, me surpreendi ao redigir a lista, tanto porque encontrei apenas uma garota que realmente me encantou, como porque escrever sobre eles foi realmente difícil. Mas enfim, vamos à lista:

Damen Auguste:

Personagem de “Os imortais”, o Damen é a pessoa que eu gostaria de ser/conhecer. Apaixonado, misterioso, inteligente, divertido, cheio de filosofias interessantes e amigo dos Beatles (sim, ele e os caras viajaram para Índia juntos!), Damen diz que o mundo é “um parque de diversões” e que “a maioria das pessoas passa direto pela vida sem enxergar um palmo diante do nariz”. Além de aparecer do nada e materializar tulipas vermelhas com a força do pensamento… Acho que isso é o suficiente para se apaixonar, certo?

 

Lestat de Lioncourt (Crônicas vampirescas):

Transitando numa linha tênue entre ser vilão ou mocinho, o vampiro francês é um dos personagens mais amáveis (ou odiáveis) existentes; com verdadeiro pavor de ficar sozinho, Lestat está sempre à procura de alguém que possa fazer parte dos seus dias solitários. Já foi artista de teatro e astro do rock, dizimou famílias inteiras ao lado de Claudia, sua pequena e terrível criação, é sarcástico, irônico, parece não ter nenhuma característica realmente boa, mas é fascinante.

 

Roman:

Olhos azuis, alto, loiro. Sarcástico, inteligente, sozinho. Esse é o Rom (tão amado que ganhou até apelido), vilão da série “Os Imortais”. Sou total e completamente apaixonada por ele, o que corre o risco de prejudicar a escrita; bom, o meu garoto é inteligente, muito inteligente, mas usa tudo isso para o lado mal (uma pena, ou nem tanto assim, haha). Estudou com Einstein, Freud e Jung e é do tipo que fala coisas aleatórias, porém cheias de sentido, como “ama tanto me odiar que só consegue pensar em mim” ou “mas você sabe, nem toda a amizade é feita para durar”… A parte triste é que quando percebeu que podia ser glorioso e poderoso no lado bom, era tarde demais. 😦

 

Emília:

Se vocês pensaram em Sítio do pica-pau amarelo, acertaram. A Emília é meu xodó, a boneca falante mais amada do mundo dos personagens; acho que o que mais gosto nela são as contradições. Mesmo respondona e atrevida, tem um coração enorme, é inteligente, criativa, coleciona objetos divertidos na sua “canastrinha”, conhece todos os personagens dos contos de fada, cria planos mirabolantes para ajudar o pessoal do Sítio e o melhor, usa expressões como “batatal”, escangalhar” e “cara de coruja seca”.

 

Então, como diria uma escritora brasileira que eu não posso dizer quem por que não lembro, está feito meu “rol” de personagens favoritos. Contem sobre os de vocês.

Espero que gostem, boa noite!

Orgulho e Preconceito

Oi pessoal!

Vocês conhecem Jane Austen? Para quem não sabe, ela foi uma escritora inglesa da virada do século XVII para o XIX,  escreveu seis livros (todos de romance) e, dizem, teve um coração partido, fato que inspirou uma de suas obras. Enfim, um dos melhores livros dela é “Orgulho e Preconceito”, por isso resolvi falar sobre ele no meu primeiro post (estou feliz e emocionada, haha).

Mas vamos à história: com uma personalidade forte independente, uma mãe vulgar e deselegante e família de classe média, Elizabeth Bennet é a segunda, de cinco irmãs, sendo Jane a filha mais velha; Darcy e Bingley são grandes amigos, mas seus gênios são opostos, enquanto o primeiro é retraído, observador e muito crítico, o segundo, é amável e acolhedor. Ambos são ricos, solteiros  e chegaram recentemente em Hertfordshire, isso (e um baile), era tudo o que a mãe das senhoritas Bennet poderia desejar para arranjar o casamento de, pelo menos, uma de suas filhas mais velhas. Porém, enquanto Jane parece se dar muito bem com seu pretendente, Elizabeth despreza os hábitos do novo vizinho, o achando prepotente demais para aceitar uma dança. Em meio a encontros, desencontros, grandes diferenças e convenções sociais da Inglaterra do século XIX, Jane Austen narra uma história envolvente, com a dose certa de drama, humor e ironia, misturados ao seu característico romance.

Então, posso dizer que “Orgulho e Preconceito” é certamente um dos melhores livros que já li e, se alguém aí gosta desse gênero, vale muito à pena ler. Os personagens são diferentes, pouco convencionais e os diálogos e a narrativa não são nada tediosos. Espero que gostem e aproveitem a leitura!

large